quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Cunha, o chantagista, desmoraliza o processo de impeachment





'Cunha desmoraliza o processo de impeachment'

JBatista/Camara dos Deputados: <p>eduardo cunha</p>
"Eduardo Cunha ter aceitado o pedido de impeachment da presidente Dilma depois de o PT ter anunciado que votaria contra ele no Conselho de Ética é a desmoralização total deste processo. A oposição vai fazer de tudo para tirar essa marca, mas para Dilma não poderia haver um melhor cenário para que essa disputa se iniciasse"; a avaliação é do jornalista Renato Rovai; segundo ele, "Dilma, seu partido e seu governo terão todas as condições de demonstrar que isso só está acontecendo porque o presidente da Câmara quer se vingar por não ter tido do PT o aceite da chantagem que tentou operar". (Brasil 247)



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“Não aceitaremos que um chefe de quadrilha processado na justiça por corrupção leve o País à ruptura democrática! Não aceitaremos o golpe”, declarou Ciro Gomes, hoje no PDT, e possível presidenciável em 2018, sobre o processo de impeachment aberto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) (Brasil 247)





Jarbas: 'Impeachment é fruto de chantagem fracassada'

Waldemir Barreto: Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) pede à Câmara dos Deputados tramitação especial para a proposta que torna automática a perda do mandato de parlamentar condenado (PEC 18/13)
O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse que a abertura de processo de impeachment anunciada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), contra a presidente Dilma Rousseff é resultado do fracasso generalizado do dirigente; "Ele tentou chantagear a Oposição não conseguiu e partiu forte para cima do Governo e do PT querendo a mesma coisa e fracassou, portanto, o processo em voga é fruto do fracasso generalizado", observou; Jarbas disse que Cunha é um "chantagista cínico" (Brasil 247)

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 pior dia para Cunha deflagrar o impeachment

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Há duas circunstâncias que levam ao impeachment: a perda total da base de apoio e a legitimidade do pedido. Nenhuma das duas circunstâncias está presente no momento.
Aliás, a grande notícia é a de que a presidente – e o país – livraram-se de um chantagista.
O papel da oposição é complexo. Por mais que a popularidade da presidente Dilma Roussef esteja em baixa, como justificar a aliança com um futuro réu condenado – e provavelmente preso – contra uma presidente sem nenhum respingo da corrupção levantada pela Lava Jato?
Cunha escolheu o pior dia para dar encaminhamento ao impeachment.
1.     Com o PT votando pela admissibilidade do julgamento, seu gesto caracterizou retaliação e juridicamente abuso de poder.
2.     Foi no dia em que foi votado a mudança da meta fiscal, regularizando definitivamente todas as pedaladas fiscais.
3.     Foi na mesma semana em que Cunha foi acusado de receber dinheiro do BTG para modificar projetos de lei, comprovando a impossibilidade de ele continuar presidindo a casa.
A aprovação das mudanças fiscais ocorreu depois do encaminhamento da proposta de impeachment, comprovando que, aos poucos, inequivocamente o governo começa a reconstruir sua base no Congresso.
O ano termina agora. Há uma boa probabilidade da aprovação da CPMF no primeiro trimestre de 2016, graças a um pacto entre governadores e prefeitos.
É possível que o gesto de Cunha tenha finalmente supurado a infecção que conturbava o ambiente político, com a presidência da Câmara entregue ao mais suspeito dos seus membros.
Espera-se que, agora, haja alguma dispersão desse exército das trevas que saiu das profundezas para ser liderado por Eduardo Cunha



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