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domingo, 23 de setembro de 2018

Amédée Péret e Annete - Emperaire no sítio arqueológico pré-histórico onde foi encontrado o crânio de Luzia

Das 20 milhões de peças do Museu Nacional no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio, os brasileiros lamentam em particular a perda de Luzia, "a primeira brasileira" , que  viveu  cerca de 12 mil anos atrás nessa parte das Américas e foi descoberta em Minas Gerais.

Os restos mortais de Luzia foram encontrados na década de 1970 pela antropológa  Annete Laming Emperaire. 

Annette Laming - Emperaire se dedicou à sua paixão pelas pesquisas e escavações, que lhe trouxeram ao Brasil e como diretora de pesquisas da École Pratique des Hautes Etudes, de Paris, Annette foi, nos anos 1970, coordenadora científica da missão franco-brasileira de Lagoa Santa, e atuou no abrigo de Lapa Vermelha IV, em Pedro Leopoldo, na Grande BH. 
Nesse local foi possível, pela primeira vez, obter a datação mínima para pinturas rupestres brasileiras e encontrou o fóssil humano com datação mais antiga do país, a Luzia.

Registro do encontro

O diretor do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais  (Iepha/MG), o arquiteto Luciano Amédée Péret acompanhando os trabalhos da equipe franco-brasileira, chefiada por Annette Laming - Emperaire no sítio arqueológico na região de Lagoa Santa.

     Luciano Amédée Péret com Annette Emperaire


Amédée Péret com pesquisadores da missão franco-brasileira  (primeiro à direita: André Prous). No encontro o diretor do Iepha/MG reafirmou o apoio do instituto e do Estado aos trabalhos dos pesquisadores.









A missão franco-brasileira em Lagoa Santa, sob a chancela da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), ficou na região entre 1974 e 1976 e concentrou as escavações principalmente na Lapa Vermelha de Pedro Leopoldo. Foi nessa caverna que Annette encontrou Luzia, cujo crânio estava no Museu Nacional, no Rio de Janeiro (RJ) que foi consumido pelo fogo entre a noite de domingo (02/09) e a madrugada de segunda-feira (03/09).

Um riquíssimo acervo foi destruído, composto, entre muitas peças, pelos milhares de vestígios arqueológicos retirados da gruta Lapa Vermelha IV, em Pedro Leopoldo, na Grande BH, e levados para  o Museu, na década de 70.

Em 1998, a primeira mulher da América, como entrou para a história, ganhou um rosto e uma história. Ao fazer o levantamento de coleções de fósseis no museu, o antropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), fez estudos aprofundados sobre os ossos e providenciou a datação, que é de 11,4 mil anos.

Um dos grande méritos da missão franco-brasileira foi resgatar a importância , no cenário científico mundial, de Lagoa Santa, onde Peter Lund, em mais de quatro décadas, coletou mais de 12 mil fósseis, os quais foram enviados, em 1845, ao rei da Dinamarca. 


Linha do tempo

1801 – Nasce na Dinamarca Peter W. Lund, que viveu 46 anos na região de Lagoa Santa e é considerado o pai da paleontologia, arqueologia e espeleologia brasileiras


1832 –Lund (1801-1880) faz as primeiras descobertas de fósseis em cavernas e abrigos de Lagoa Santa


1845 – Lund envia ao rei da Dinamarca a coleção de fósseis encontrados na região de Lagoa Santa


Década de 1950 – Pesquisadores da Academia Mineira de Ciências e do Museu Nacional do Rio de Janeiro retomam as escavações na região


1974 –Missão franco-brasileira, chefiada por Annette Laming Emperaire (1917-1977), faz escavações, até 1976, em Lagoa Santa

1975 – Annette Laming encontra na Lapa Vermelha IV o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo com datação do Brasil

1998 – Antropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, estuda e data (11,4 mil anos) o crânio de Luzia



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Annette Emperaire e a descoberta do fóssil humano mais antigo do Brasil: Luzia




Foto: A arqueóloga Annette Laming Emperaire e o diretor do Iepha/MG Luciano Amédée Péret na época dos trabalhos arqueológicos na região de Lagoa Santa.


Annete Emperaire chefiou missão franco-brasileira que encontrou o fóssil humano mais antigo do país na região de Lagoa Santa, conhecida como Luzia.


 A missão franco-brasileira em Lagoa Santa, sob a chancela da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), ficou na região entre 1974 e 1976 e concentrou as escavações principalmente na Lapa Vermelha de Pedro Leopoldo. 
Foi nessa caverna que Annette encontrou Luzia, cujo crânio estava no Museu Nacional, no Rio de Janeiro (RJ). 

Em 1998, a primeira mulher da América, como entrou para a história, ganhou um rosto e uma história. Ao fazer o levantamento de coleções de fósseis no museu, o antropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), fez estudos aprofundados sobre os ossos e providenciou a datação, que é de 11,4 mil anos. 

 O arqueólogo e antropólogo Walter Neves, coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), não foi o responsável por ter resgatado esse antigo esqueleto de um sítio pré-histórico, mas foi graças a seus estudos que Luzia, assim batizada por ele, tornou-se o símbolo de sua teoria de povoamento das Américas: o modelo dos dois componentes biológicos.
Formulada há mais de duas décadas, a teoria advoga que nosso continente foi colonizado por duas levas de Homo sapiensvindas da Ásia. A primeira onda migratória teria ocorrido há uns 14 mil anos e fora composta por indivíduos parecidos com Luzia, com morfologia não mongoloide, semelhante à dos atuais australianos e africanos, mas que não deixaram descendentes. A segunda leva teria entrado aqui há uns 12 mil anos e seus membros apresentavam o tipo físico característico dos asiáticos, dos quais os índios modernos derivam.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Assis Horta: 100 anos - O fotógrafo do patrimônio cultural de Minas

Iepha-MG


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Fotógrafo que integrou a primeira equipe do Iepha-MG completa 100 anos hoje, 28/02
O Iepha-MG celebra hoje, 28 de fevereiro, o centenário de Assis Horta, que fez parte da primeira equipe do Instituto nos anos 1970 e é dono de uma expressiva produção fotográfica relevante no Brasil.  O acervo do fotógrafo nos arquivos do Iepha-MG guarda registros históricos, que revelam um período importante da história do patrimônio cultural em Minas Gerais.  Por meio do olhar sensível de Horta, este legado também ocupa um lugar na memória afetiva dos mineiros. Como funcionário do quadro seminal do órgão, fotografou momentos relevantes em Minas.
Registrou, dentre outros, o paisagista Burle Marx (1909-1994) e o arquiteto Luciano Amédee Péret  - que foi presidente do Iepha-MG de 1979 a 1983 - em campo, durante a requalificação dos jardins dos Passos do Santuário Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas. As fotos trazem os dois trabalhando no local, em registros singulares, que contam parte da história da preservação do patrimônio mineiro.
 foto Peret com B M 001
Horta registrou, dentre outros, o paisagista Burle Marx (1909-1994) e o arquiteto Luciano Amédee Péret trabalhando juntos
Nascido em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, onde começou a  fotografar ainda adolescente, Horta manteve na cidade  um estúdio fotográfico, o Photo Assis, de 1936 até 1967, mas parte de sua carreira esteve diretamente ligada ao patrimônio. Na década de 1930, paralalamente ao seu trabalho no estúdio, ele foi contratado por Rodrigo Melo Franco de Andrade, então presidente Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan (na época, chamado de Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan) para acompanhar a proteção do patrimônio cultural na região diamantinense. O material reúne imagens raras e históricas. No final dos anos 1960, Assis Horta mudou-se para a capital mineira, onde mora até hoje.
O trabalho do fotógrafo ganhou mais visibilidade ainda quando, em 1943,  o então presidente da República Getúlio Vargas tornou obrigatória,  com a Consolidação das Leis do Trabalho, a carteira profissional com foto. Assim, a classe operária foi registrada pela primeira vez, por Horta, em fotos tamanho 3 x 4 centímetros ou mesmo de corpo inteiro. As séries de retratos, feitos de centenas de pessoas, tornam Assis Horta um precursor do registro e salvaguarda da memória do trabalhador brasileiro e coloca seu nome, definitivamente, na história da nossa fotografia.



 Estas séries de retratos já foram reunidas em exposição, que passou com êxito por várias cidades brasileiras.
Eu acrescento:
Algumas fotos registradas por Assis , durante a restauração do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Congonhas nos anos 1973 - 1974.
Nas fotos: o arquiteto Luciano Amédée Péret, na época diretor executivo do Iepha-MG e o paisagista Roberto Burle Marx. 



Abaixo imagem de Assis, dando uma pausa em seu trabalho, para ser fotografado. Em Congonhas, na época da restauração.


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Homenagem da Radio Inconfidência aos 90 anos de Luciano Amédée Péret: IEPHA - Memória Viva de Minas

O programa Revista da Tarde, da Rádio Inconfidência AM 880, apresentado pela jornalista Débora Rajão, com a participação do técnico do Iepha Beto Mateus no quadro IEPHA: Memória Viva de Minas homenageou o arquiteto Luciano Amédée Péret pelos seus 90 anos. Participei do programa lembrando a trajetória profissional de meu pai e a sua dedicação a preservação do Patrimônio Histórico de Minas Gerais. Confira o bate-papo clicando abaixo:



O quadro IEPHA: Memória Viva de Minas começou o ano de 2018 com uma comemoração muito especial. Foram lembrados os 90 anos do arquiteto Luciano Amédée Péret, que comemorou a data juntamente com a família no dia 07 de janeiro. Para relembrar a trajetória profissional e homenagear um dos fundadores do IEPHA, a apresentadora Déborah Rajão e o técnico do Iepha Beto Mateus receberam o filho de Luciano, o dentista Luiz Ricardo Amédée Péret.

 Ao lado da jornalista Débora Rajão e do técnico do Iepha Beto Mateus


No bate-papo, Luiz Ricardo lembrou fatos importantes protagonizados por seu pai, nascido em Belo Horizonte em 07 de janeiro de 1928, na proteção do patrimônio cultural mineiro, dentre eles a restauração do adro e capelas do Santuário do Senhor Bom Jesus do Matozinhos, na cidade de Congonhas, em que Luciano trabalhou juntamente com o paisagista Roberto Burle Marx. Em sua passagem pelo IEPHA, Amédée Péret ocupou o cargo de diretor-executivo a partir da fundação da instituição em 1971 até o ano de 1979, quando assumiu a presidência até o ano de 1983, durante o governo Francelino Pereira. Nesse período coordenou diversas restaurações de prédios e monumentos em Minas Gerais, com a administração dos maiores recursos até hoje investidos na preservação do patrimônio cultural mineiro. Nessa época, ocorre a histórica intervenção para a instalação de centenas de vigas metálicas para manterem o Palácio da Liberdade em pé, ameaçado que estava pela movimentação do terreno.


Luciano Amédée Péret completou 90 anos no dia 7 de janeiro e comemorou com familiares

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

IEPHA comemora 45 anos



O Iepha tem por finalidade pesquisar, proteger e promover os patrimônios cultural, histórico, natural e científico, de natureza material ou imaterial de MG

Do IEPHA-MG:

Iepha-MG celebra 45 anos
Diversas atividades integram as comemorações
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, Iepha-MG, celebra, nesta sexta-feira (30/09), 45 anos de uma trajetória reconhecida e valorizada por sua atuação no campo das políticas públicas de patrimônio cultural de Minas Gerais. Com 140 bens protegidos por tombamento, três registros de patrimônio imaterial e um inventário cultural, o Iepha-MG se afirma como uma instituição que acompanha os desafios da construção da política de preservação do patrimônio cultural mineiro.

Atento à pluralidade cultural do estado de Minas Gerais, sua política vem ao encontro dos movimentos de salvaguarda do patrimônio cultural na contemporaneidade e busca permanentemente sintonia com os coletivos de cultura e as comunidades tradicionais, que mantêm viva a história de Minas Gerais. A presidente Michele Arroyo destaca a contribuição dos funcionários na trajetória do Iepha-MG, que conta ainda com outras colaborações. “São 45 anos que merecem ser celebrados com todos os servidores e parceiros que sempre atuaram com muita dedicação e compromisso na preservação do patrimônio mineiro”, observou.

Em 45 anos, o Iepha-MG trabalhou intensamente para preservar e conservar importantes bens culturais que ajudam a contar a história do nosso estado, seja por meio da arquitetura, da arte sacra ou das diversas manifestações culturais existentes em território mineiro.

ATIVIDADES COMEMORATIVASDesde o início de 2016, diversas atividades já estão ocorrendo em comemoração ao aniversário do Instituto. No período de 5 a 9 de outubro, será realizado, em parceria com o BDMG Cultural e a Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, o Circuito das Letras. O evento acontece no Circuito Liberdade, e o público contará com uma programação totalmente gratuita, que inclui mesas de debates, oficinas, seminários, contação de histórias, saraus, entre outros. Durante os cinco dias, serão oferecidas mais de 80 atividades para crianças, jovens e adultos.

Já em novembro, entre os dias 16 e 20, será realizado, também no Circuito Liberdade, o Canjerê – 2º Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais. Com o objetivo de possibilitar o intercâmbio entre as comunidades tradicionais existentes no território mineiro, o Canjerê oferece gratuitamente oficinas, feiras, debates, shows, exposições, cinema, cortejo, entre outras atividades.
Até setembro de 2017, outras atividades serão promovidas pelo Iepha-MG em comemoração aos seus 45 anos.

OBRASNos dois primeiros anos da atual gestão do Iepha-MG, o Governo de Minas Gerais já investiu na recuperação de importantes bens culturais do Estado: Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Matias Cardoso, Igreja do Santíssimo Sacramento, em Jequitibá, Fazenda Boa Esperança (1ª etapa de obras de restauração arquitetônica – município de Belo Vale) e Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Brejo do Amparo, município de Januária.

Além dessas obras, o Iepha-MG irá recuperar o Vapor Benjamim Guimarães, localizado no munícipio de Pirapora, território norte do Estado. Em agosto foi publicado edital de licitação para a contratação do projeto executivo de reforma e restauração da embarcação, protegida por tombamento pelo Instituto desde 1985. Serão investidos pelo Governo do Estado cerca de R$ 85.000,00 (oitenta e cinco mil reais).  A partir do projeto executivo, na segunda etapa, será licitada a contratação de serviços técnicos especializados de engenharia naval. Entre os reparos necessários, está a recuperação do casco da embarcação, além do sistema de esgoto dos porões, revisão do gerador, pintura geral, entre outros. A estimativa dos custos da intervenção é de R$3 milhões.

Em novembro, serão entregues as obras de reforma e restauração da Capela do Senhor dos Passos, incluindo o adro, restauração da imagem do Senhor dos Passos e de recuperação das fachadas das edificações situadas à rua Principal e Praça Santo Amaro, em Brumal, distrito de Santa Bárbara.

PROTEÇÃO E SALVAGUARDAOutra importante ação do Iepha-MG com o objetivo de promover o patrimônio cultural, foi a realização do cadastro para identificar os Grupos de Folias de Minas Gerais, iniciado em janeiro deste ano. O inventário dos Grupos de Folias, Ternos e Charolas de Minas Gerais tem como meta, reconhecer essa rica tradição como patrimônio imaterial do nosso Estado. Municípios que fizeram o cadastro dos grupos até o dia 31 de maio receberão pontuação no ICMS Patrimônio Cultural.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Imagens do evento de lançamento do Guia dos Bens Tombados IEPHA/MG

Por Luiz Ricardo Péret

 
Foi lançada, no dia 19 de novembro, a 2ª edição do Guia de Bens Tombados, publicado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG).

O evento foi realizado no auditório da Academia Mineira de Letras
 
Em 2012 foi lançada a 1ª edição do Guia e agora, em 2014,  a 2ª edição  foi dividida em dois volumes, já que houve a inclusão de novos bens.
 
Na publicação, com textos e fotos, estão 134 monumentos  de 132 cidades mineiras, incluindo igrejas, fazendas, casarões, conjuntos arquitetônicos, paisagísticos, centros históricos e arqueológicos. 
 
O IEPHA/MG foi criado em 30 de setembro de 1971 e o primeiro tombamento foi do Palácio da Liberdade em 1975.
 
Na produção de textos valeu-se de todo o acervo de documentação acumulado pelo IEPHA/MG.

O patrimônio cultural de Minas Gerais é, reconhecidamente, um dos mais ricos do Brasil.
 
Viajar e conhecer as riquezas culturais de Minas Gerais sem sair do lugar tornou-se possível  com o lançamento do Guia dos Bens Tombados. Os bens materiais protegidos pelo IEPHA/MG estão reunidos nesta publicação que conta detalhes históricos de cada um deles.

O Guia de Bens Tombados, segundo o presidente do IEPHA/MG Fernando Cabral, traduz o esforço conjunto de toda uma equipe técnica que acredita na importância do trabalho que faz e que trabalho como este colocam, ao alcance de toda a sociedade, informações preciosas.
Continua o presidente do IEPHA/MG, a iniciativa é um marco da instituição que, por meio deste Guia, poderá compartilhar com a sociedade informações textuais, fotos, plantas e mapas sobre os bens tombados.
 
 
 
 
A proposta do Guia é tornar-se uma obra perene capaz de ser  atualizada na mesma medida de atuação do IEPHA/MG.
 
As Fotos do Evento:
 
 A mesa que dirigiu o evento (esq. para direita) composta pelo Promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico; o Presidente do IEPHA/MG Fernando Cabral, a Secretária de Estado de Cultura Eliane Denise Parreiras de Oliveira e o representante do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN).  
 
 
Luiz Ricardo, Renata e Adriana, representando o pai, o arquiteto Luciano Amédée Péret (um dos fundadores e ex-diretor, no período de 1971 a 1978 e ex-presidente do IEPHA, no período de 1979 a 1983) ao lado do atual presidente do Instituto, Fernando Cabral. 
 
 
Adriana Péret, o Promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda e Luiz Ricardo Péret.
Na ocasião, o promotor que ajudou a devolver aos altares mineiros mais de 600 peças sagras e autor do livro ¨O Aleijadinho Revelado¨ , afirmou que em seu livro há citação do nome do nosso pai, o arquiteto  Luciano Amédée Péret, referente a seu trabalho e pareceres técnicos.
 
 
 
Luiz Ricardo, o arquiteto e funcionário do IEPHA/MG Joacir Concelos ( que trabalha no Instituto há 37 anos), Renata e Adriana    ----     Joacir, está sendo homenageado atualmente no site do Instituto: memória viva do IEPHA.
Joacir declarou seu respeito e admiração pelo ex-diretor e ex-presidente do IEPHA Luciano Amédée Péret, que segundo o servidor o Patrimônio deve muito a e ele.
 
 
 
                                     Ao centro o funcionário do Instituto, Adalberto Mateus 
 
Na produção da publicação foi consultada toda a documentação acumulada pelo IEPHA/MG - projetos, vistorias, relatórios, diagnósticos - que se encontra armazenada nos arquivos correntes e sob a guarda da Gerência de Documentação e Informação, da Diretoria de Promoção. Destacam-se nestas produções, as consultas aos Processos de Tombamento dos respectivos bens que foram, desde o princípio da década de 1970, elaborados pelos profissionais do IEPHA/MG.
 
Nos volumes da publicação há referência especial aos ex-presidentes do órgão que trabalharam pela preservação do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.
 
 
 
 
 
Fonte: Guia dos Bens Tombados IEPHA/MG
 
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

IEPHA lança hoje, 2ª edição do Guia de Bens Tombados de Minas Gerais



O lançamento da 2ª edição do Guia de Bens Tombados será  hoje, dia 19 de novembro, quarta-feira, às 18h, no auditório da Academia Mineira de Letras, que fica na rua da Bahia, 1466, centro de Belo Horizonte.
Viajar e conhecer as riquezas culturais de Minas Gerais sem sair do lugar será possível a partir de novembro, quando a 2ª edição do Guia de Bens Tombados será lançada. Os bens materiais protegidos pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) estão reunidos em uma publicação que conta detalhes históricos de cada um deles.
Cento e trinta e quatro monumentos de 132 cidades mineiras entre, igrejas, fazendas, casarões, conjuntos arquitetônicos, paisagístico, centros históricos e arqueológicos fazem parte da obra que narra os trabalhos do instituto em prol da preservação do patrimônio cultural desde sua fundação em 1971. Estudiosos, pesquisadores, estudantes, agentes culturais, jornalistas e demais protetores do patrimônio cultural poderão utilizar o Guia de Bens Tombados como fonte de pesquisa.
Os textos foram escritos pelos próprios servidores do Iepha, que recorreram às pesquisas e processos que originaram cada um dos tombamentos. A 2ª edição do Guia foi dividida em dois volumes, já que houve a inclusão de novos bens, aumentando, consequentemente, o número de páginas, passando de 400 da primeira edição para 552 nesta segunda. Na produção dos textos valeu-se de todo acervo de documentação acumulado pelo Iepha – projetos, vistorias, relatórios, diagnósticos – que se encontra armazenado nos arquivos correntes e sob a guarda da Gerência de Documentação e Informação.
Para o presidente do Iepha, Fernando Cabral, o Guia de Bens Tombados é uma das principais ferramentas de difusão do órgão. “Através do Guia qualquer cidadão poderá conhecer as histórias dos bens tombados pelo estado que fazem parte da memória de Minas Gerais”, afirmou Cabral salientando ainda que só foi possível publicar essa obra devido o esforço e dedicação de cada um dos técnicos que trabalharam na instituição nestes 43 anos e envolvidos no processo de produção desta obra.
Em 2013 já havia sido lançado a 1ª edição do Guia, porém contemplando apenas os tombamentos realizados pela instituição entre 1971 e 2002.  A publicação será direcionada às prefeituras municipais, institutos de pesquisa e proteção do patrimônio cultural, centros de memória e museus, entre outros.
O lançamento da 2ª edição do Guia de Bens Tombados será dia 19 de novembro, quarta-feira, às 18h, no auditório da Academia Mineira de Letras, que fica na rua da Bahia, 1466, centro de Belo Horizonte.
Resgate da memória de bens culturais
O Palácio da Liberdade, localizado na Praça da Liberdade, construído para ser a residência oficial do governo estadual, foi o primeiro bem tombado pelo Iepha, em janeiro de 1975. A 2ª edição do Guia de Bens Tombados narra com detalhes a história desse bem cultural desde sua construção no século XX, até meados de 2006 quando foi realizada uma intervenção abrangente, tornando a edificação mais íntegra. Atualmente, com transferência da sede do Governo de Minas Gerais para a Cidade Administrativa, o Palácio da Liberdade é utilizado em solenidades de representação do governo e está aberto à visitação pública aos domingos. 
Na zona rural do município de Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, se encontra outro bem tombado pelo Iepha e que tem sua história contada e registrada no Guia, o Mosteiro de Macaúbas, que completa em 2014 seu tricentenário. Tombado em agosto de 1978, o Mosteiro guarda em seu interior um acervo de bens móveis e integrados. Na parte externa foi construída a Capela de Nossa Senhora da Conceição, decorada pelo mestre entalhador Manuel Antonio Azevedo Peixoto, o qual executou três retábulos entalhados, policromados e dourados no estilo rococó, datados de 1767. Esses e outros 132 bens tombados fazem parte dos volumes desta 2ª edição do Guia.