sábado, 25 de abril de 2020

Bolsonaro, Moro e Globo nos tratam como manada - Por Rudá Ricci 




Bolsonaro, Moro e Globo nos tratam como manada

Por Rudá Ricci

 É estarrecedor a realidade ser jogada em nossa cara da forma como foi ontem. Somos governados por um dos mais desqualificados brasileiros de todos os tempos.

 Como alguém, ocupando o cargo mais importante da República, fala, em pronunciamento à nação, a palavra "escrotização"?

 O que faz um Presidente da República descer tão baixo a ponto de, num pronunciamento público, afirmar que seu filho é um pegador de meninas do condomínio onde reside, expondo a intimidade de mulheres que não o autorizaram a expor sua vida em cadeia nacional?

 O que faz, num ato de incontinência verbal, informar à nação que tem parentes que falsificam documentos e já foram condenados pela justiça?

 Não, não se trata de expiação. Bolsonaro não se redimiu publicamente. Ao contrário, enalteceu crimes e abusos. O Presidente da República!!!!

 O que faz um ex-juiz, mais uma vez, vazar conversas reservadas e, pior, expor que pediu uma ajuda ilegal à sua família com dinheiro público?

Um ex-juiz que diz que luta contra a corrupção resolveu atualizar a carta de Pero Vaz de Caminha?

 O que fizemos para deslizar tanto moralmente e chegar a este circo mambembe de final de estrada?

Imagino o desserviço na formação moral de tantos jovens que olham a lavação de roupa suja de dois desnorteados brasileiros que parecem ter assaltado a alma da nação.

 Ontem, soubemos, Bolsonaro e Moro cometeram crimes. Os dois. Vários. Ambos merecem ter seus direitos políticos suspensos. É o mínimo para restabelecermos parâmetros morais na política nacional.

 Os dois estão errados. Um, ao menos, mentiu. E fica por isso mesmo? Agora, mentir se tornou arma de ascensão política? É assim que os marqueteiros do caos orientam seus clientes? "Mintam que os brasileiros gostam?"

 É hora de exigirmos uma punição exemplar. Recuperar nossos valores básicos. Acabar com esse abuso diário de distorção da base dos valores dos brasileiros.

 Não somos uma nação de mentirosos, de escroques, de gente safada. Somos gente que cria redes espontâneas de ajuda aos desalentados. Aliás, os bolsonaristas não estão nas redes de solidariedade que envolvem igrejas, sindicatos, movimentos sociais, organizações populares. Não. Eles estão nas redes xingando e afirmando que nada está ocorrendo.

Criam um mundo paralelo que desconsidera o próximo. Sindicatos abrem suas portas para acolher a população de rua; doam recursos para ONGs produzirem máscaras; sindicatos de professores distribuem cestas básicas para professores temporários que perderam seus contratos em virtude da suspensão de aulas.

Onde estão os apoiadores de Bolsonaro e Moro? Temos que dar um basta a esse pessoal sem parâmetro moral algum. Gente que só sabe usar nossos valores para distorcê-los na sua cruzada contra a lista de inimigos que aumenta diariamente. É gente doente, sem perspectiva e autocontrole. Gente que nos intoxica diariamente.

 E, ainda, temos a rede Globo, tentando nos manipular como sempre. Trabalha com o infantil script do bandido contra o mocinho. Tenta, há anos, fazer o Presidente da República.

Mas, quem acompanha os dados sabe que a Globo não interfere mais na opinião pública sobre política. Dados do ESEB (Estudo Eleitoral Brasileiro), a maior pesquisa nacional sobre perfil do eleitor, indicam que desde 2006, a maioria dos brasileiros não segue o JN para tomar posição.

A Globo não conteve a eleição de Lula e Dilma, não conteve a rejeição a Temer, não elegeu Alckmin.

 Ontem, o JN tentou nos manipular, apresentando um “paladino da justiça” que comete crimes. Só não foi pior que a CNN que deu voz ao esquema todo da Lava Jato, já desmascarado pelo The Intercept. Fez um jornalismo desequilibrado, tendencioso, novamente confundindo notícia com opinião.

 Somos vistos assim: um bando de incautos facilmente manobrados, uma manada. Basta!

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