sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A política de saúde deve estar integrada às politicas industriais, de trabalho, transporte e educação, afirma Pochmann

 
 
 
 
 
 Pochmann defende maior integração de governos para consolidação do SUS

Economista também defende a articulação do sistema com políticas industriais, de trabalho, transporte e educação

Rede Brasil Atual:
UCPEL
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Pochmann: "A saúde é um importante segmento de geração de tecnologia, emprego e soberania"
São Paulo – Para o economista, professor e comentarista da RBA, Marcio Pochmann, transformações demográficas, como o envelhecimento e aumento da expectativa de vida população, impõem novos desafios à prestação de serviços públicos de saúde aos brasileiros.
Como resposta, o comentarista aponta a necessidade de aprofundamento da integração entre as três esferas de governo – União, estados e municípios – no âmbito do Sistema Único de Saúde, bem como a articulação com políticas industriais, de trabalho, transporte e educação.
“O papel das compras públicas define a possibilidade de termos um grande complexo de fármacos que lideraria a geração de tecnologia, a expansão do emprego. A saúde já não é mais um sistema de oferta de serviços, mas também é, cada vez mais, um importante segmento de geração de tecnologia, emprego e soberania nacional”, destaca Pochmann, sobre a necessidade de se articular política industrial e saúde.
Ele ressalta a importância do programa Mais Médicos, que colocou o profissional próximo daqueles que mais precisam de atendimento de saúde. E, ao destacar a humanização como um dos enfoques do programa, afirma que a presença do profissional cada vez mais próximos dos brasileiros, significa um serviço mais adequado e mais eficiente para os que precisam.
O economista ressalva, ainda, que o SUS apresenta distorções que merecem ser corrigidas: “Temos uma situação em que os recursos públicos não financiam apenas a saúde pública, também terminam financiando a saúde privada. De acordo com os dados da Receita, cerca de R$ 48 bilhões deixaram de ser arrecadados, no ano de 2012, em decorrência do abatimento que os declarantes puderam fazer tendo em vista os seus gastos com saúde privada”.
 
 
Clique abaixo para ouvir a entrevista:




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